quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Para te falar de saudades (ou... Porque é que o Neruda tem razão?)

Eu tenho saudades tuas todos os dias...

Há em cada dia uns segundos onde me faltas, não importa saber que daqui a nada te vejo, sinto, cheiro, me adormeço com a visão de ti... às vezes não estás e subitamente, quase sempre quando nem estou a pensar nisso, dá-se-me aqui uma falta na barriga, uma saudade fininha de um beijo teu, de te olhar de longe, de ver o fundo dos teus olhos e se me rever na doçura que derramas em mim... és um mistério que conheço e tenho saudades tuas... todos os dias!

Às vezes Iron and Wine... hoje o canastrão para dar cabo das saudades...


1 comentário:

  1. PRESENÇA

    (para falar ainda mais um pouco sobre a saudade.. porque amo esta do senhor quintana..e porque amo sentir a forca do nosso mistério!!!)

    É preciso que a saudade desenhe tuas linhas perfeitas,teu perfil exato e que, apenas, levemente, o vento das horas ponha um frêmito em teus cabelos…

    É preciso que a tua ausência trescale
    sutilmente, no ar, a trevo machucado,
    as folhas de alecrim desde há muito guardadas
    não se sabe por quem nalgum móvel antigo…

    Mas é preciso, também, que seja como abrir uma janela e respirar-te, azul e luminosa, no ar.

    É preciso a saudade para eu sentir
    como sinto – em mim – a presença misteriosa da vida…

    Mas quando surges és tão outra e múltipla e imprevista que nunca te pareces com o teu retrato…

    E eu tenho de fechar meus olhos para ver-te.

    Mário Quintana

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